Arquivos Mensais: Abril 2008

Parece interessante, uma idéia que tive para o meu projeto! Pensando essa coisa de o que trás saudade e as diferentes formas etc… pensei em pedir para as pessoas que mandarem seus relatos ao meu blog…para que elas tentem definir de alguma forma esse sentimento de saudade. Já que é algo tão peculiar da língua portuguesa. Então, além dos relatos sobre o que as pessoas sentem saudade e por que, documentaria tbm o que as pessoas acham que é saudade.

acho que é isso.

www.mattane.wordpress.com

Marcos S. Ponzoni

Um dos blogs individuais do projeto.

http://hestorias.wordpress.com/

Tentei descrever o melhor possível minha proposta. Espero que as pessoas entendam e se interessem por ela.

Gabriel Jubé.

Há um mundo os abraçando, além da própria casinha desenhada no chão. Na sombra eles dormem sozinhos, acalentados. Se toda uma rede de individualidades nos cercam; se a cada dia o que somos é partilhado com mais pessoas, no fim, ainda somos sós. Nossas memórias são coletivas, fotos, vídeos, escritos nos quais nos denunciamos para todos, em uma atitude que é de solidão e de uma distância que só aumenta. As redes criam a sensação de que estamos unidos por laços múltiplos, mas, no fim, ainda resta o indivíduo. As crianças dormindo na sombra da casinha cansaram, brincaram e interagiram demais, e contemplam sua solidão de direito, seu lugar. E, quando crescerem, tudo aquilo vira memória, parte de uma realidade na qual se está isolado, sem grupo, sem lugar. Enfim, distante.

Este projeto – “Participantes sem grupo” – se ocupa disso, refletir sobre a distância e o isolamento do indivíduo, mesmo quando tudo parece apontar pro outro caminho. A idéia surgiu coletiva, mas, inevitavelmente, se ramificou em projetos individuais. São três. E são um. E cada um vai tratar da questão de uma maneira específica – o que será esmiuçado nas respectivas páginas. O intuito central é documentar, tratar da realidade – mesmo que seja encenada, como de fato é, por todos nós, todos os dias -, a partir da reflexão. Poderíamos encaixá-los em alguma categoria, em algum grupo (Web-documentários, por exemplo), mas, acreditamos que, antes de tudo, são projetos individuais e conceituais. Desenvolvidos no âmbito da disciplina Projeto em Multimídia, ministrada pelo professor Hermes Renato Hildebrand no curso de Comunicação Social – Habilitação em Midialogia na Unicamp, buscam efetivamente compreender como fica o indivíduo em meio a redes sociais mediadas, sua relação com a tecnologia e com as outras individualidades, suas memórias, suas percepções… A idéia é criar uma reflexão mais aprofundada através da relação entre os três projetos, pois um só projeto, uno e indivisível, não conseguiria dar conta de três participantes, e três projetos separados não conseguiria formar um grupo.

Um deles, idealizado por Gabriel Jubé, consiste em um trabalho com vídeo e entrevistas, no qual pessoas serão provocadas a falar sobre do que sentem saudade, através de um objeto, por exemplo. Lembremos que tudo pode ser encenado, histórias podem ser reais ou não. Existem mais atores e atrizes do que se pensa.

Outro, idéia de Thiago Teixeira, consiste em uma espécie documentário auto-reflexivo, no qual o mesmo irá se livrar de suas memórias e de parte de sua individualidade, jogando três pen-drives pelo mundo, e buscando que o receptor de cada um responda sobre a individualidade de que ele se libertou.

Há ainda outro, de Marcos Singulano, no qual pessoas serão convidados a representar a saudade e a distância por diversos meios, sem a necessidade de serem identificados ou de explicarem o que fizeram. Desenhos, fotografias, música…

Ironicamente, cada projeto desenvolver-se-á individual e coletivamente. Enquanto o conteúdo do trabalho de cada participante estará propriamente em 3 blogs, cada qual comandado por um participante, nessa página haverá tanto o portfólio de cada participante, bem como seu diário de bordo, suas concepções, seus medos, sua individualidade expressa no projeto. Antes de cada post, cada um se identificará antes de escrever no seu diário. E cada um ajudará na concepção da idéia do outro participante. São três. E são um.

É isso.

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